sábado, agosto 22, 2009


O sangue,
desse olhar,
feito perfume,
de veludez,
já esquecida,
de azul,
total,
marinho
mascavado,
a chocolate,
não corre,
já.

Nas veias,
Já só
corre,
cansado,
um incomensurável
ardor,
de maresia,
infinita
presença,
eterno
sobressalto.

Qual veneno,
agridoce,
que dá vida
e mata.

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Belíssimo poema, Rogério! Como sempre...só me repito quando te visito! Beijos.

Rogério Freitas Sousa disse...

Paula: agradeço tanta simpatia e a presença.

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