
O sangue,
desse olhar,
feito perfume,
de veludez,
já esquecida,
de azul,
total,
marinho
mascavado,
a chocolate,
não corre,
já.
Nas veias,
Já só
corre,
cansado,
um incomensurável
ardor,
de maresia,
infinita
presença,
eterno
sobressalto.
Qual veneno,
agridoce,
que dá vida
e mata.