quinta-feira, janeiro 10, 2008

Nem Verbo existe, jamais.

José Bandeira O efeito Gorskii


Quando se descerra os lábios,

E, querendo monossilabar,

Saí só – forçadamente – um Vazio.

Caústico e mudo.

Infinitamente maior que eu próprio.

Acompanhado de um esgar.

Que paraliza, músculo a músculo,

Célula a célula do que sou,

ou penso ser, inutilmente.

E de um enevoar, feito negrume,

de horizontes de milímetros.

De inultrapassáveis distâncias,

Ao alcance dos meus dedos.

Quando só assim se descerra

As entranhas de uma Alma,

Nada somos!

E nem Verbo existe, jamais.

2 comentários:

Claudia Perotti disse...

Nem sei oq dizer, apenas sinto!
Beijinhossss

Raiz de Carla disse...

Directriz adoro os seus poemas, você consegue sempre dar-lhes uma certa prufundidade que lhes confere uma beleza particular =)
Parabéns, o poema é lindo!

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