terça-feira, agosto 26, 2008

Forjei-me!


Da tua maresia,
feita sabor.
Da tua saudade,
maldição.
Ansiedade,
esgar que é.


De ferro esculpido,
aço inamovível.
E intemporal.


Na resistência
da tormenta.
No horizonte,
no princípio
e no fim,


Inquebrentável,
una,
plena,
total.

Forjei-Te!

À imagem
da sombra,
da memória.
À semelhança
da luz,
e da negra ilusão.

Afinal,
não Forjei-Te.
Engano meu,
Só
Forjei-me!

sexta-feira, julho 25, 2008

Afinal.

Claudia Perotti Multiply


Tudo será.

A tua sede
sedosa pele,
a tua vertigem
gélido calor.
o teu anseio
negro desdém.

Tudo persiste ser.

O teu sentir,
perfume ausente,
o teu vislumbre
cega visão.

A ser, nada será.

Na penumbra
e no limbo,
vou acreditar,
Afinal.

segunda-feira, julho 14, 2008

Que jamais existiu.

foto daqui.

Aveludado.
Suspenso.
Imberbe.
Assim, desnudei-te.

Num oceano de espinhos,
Sem dó,
sem piedade.
Por mim.

Na seda e nos nós
de certezas,
e ilusões.
Fi-lo.

Mas desnudar-te,
à distancia de um olhar,
é nada!
E olhar-te nada é!

Na eternidade do perene,
nunca me cruzei
com a tua saciedade,
feita fome e sede.

Desnudei-te,
no tactear aveludado
dos meus dedos
e no arrepiar
das minhas unhas.

Sofrível inverdade:
esses dedos são de fel.
E tais unhas, lâminas.
Só matam.
A ansiedade,
feito olhar,
Que jamais existiu.

sábado, maio 31, 2008

Sou nada.
Como nada sempre fui.
À luz dos teus devaneios,
o que era não é,
o que seria nunca será.

Sou nada.
E nada serei,
por mais tempos imundos me vejam,
por mais evidências que cegue.

Nada sou.
Nada quero.
Nada sonho.
Nada desejo.
Não sou.
Pois.

quinta-feira, maio 15, 2008

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