quarta-feira, julho 01, 2009

Sem palavras

Kit-A Atelier da Artes


Sem palavras.

Nenhumas.

E sem sombra de alguma.


Na tormenta do silêncio,

Na saudade de que me ausento,

Na certeza do incerto,

No vazio que me preenche,

Nada mais resta.


Nada mais,

Que não uma ténue sombra,

de um candelabro,

fumengante e frio,

que baçamente te ilumina.

Surda e cegamente,

na luz do que já não sinto,

e no arrepio que me minto.

4 comentários:

Paula Raposo disse...

Sem dúvida, Rogério! Gostei. Beijos.

Rogério Freitas Sousa disse...

Assim é porque assim nasce! Muito me satisfaz saber que se gostou. Obrigado.

:)

Princesa Bé disse...

é a essência do toque... o toque é sempre bom...

Rogério Freitas Sousa disse...

Princesa, assim se toca, muito etereamente. Gostei do sabor a infinitude e de sugestão da essência, do toque e da sua bondade. Bem vinda, a este meu lúgubre recanto.

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