terça-feira, maio 04, 2010

sábado, março 20, 2010

Que minha é.


Na geografia,

nos recantos meus,

que adivinho,

perco-me.

Fatalmente.


Nos traços,

de inocência,

que quis eterna

e que imagino.

E alimento.


Na sombra fina

dum perfil,

na candura

dum Ser.

Que é.


Na memória,

de amendoas doces

e em veludez,

dum esgar,

já saudade.


No meu norte,

perdi-me.

Na luz azul,

da penumbra

da ausencia,

que minha é.

sábado, dezembro 26, 2009

Só sentir



Não sei nada.

Porque não sei.

Porque não posso saber,

Simplesmente.


Sentir?

Penso sentir.

Mesmo o que não sei,

mesmo não sabendo que sinto.

E mesmo, por vezes, sabendo

que nada igualmente sinto.


Mas nada não sei.

Nem tão pouco

que estar ausente é sentir,

que presente foi ontem

e que futuro é hoje.

E que somos,

afinal,

só sentir.

domingo, dezembro 06, 2009

minha


Que paz?

Se só na inexistência,

tudo existe,

e é!


A dor inaudita,

insensitiva sofreguidão,

o perene instante,

parcial eterno,

as totalidades fugazes,

nadas de tudos,

unicos que me são.



Que paz?


Se a tranquilidade,

é a que me dás,

no veludo vermelho,

dum cálice,

de mudez,

cegueira e surdez.

Na ausência

de todos os instantes,

na eterna presença

de cada ausência.


Só minha.

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