segunda-feira, setembro 07, 2009

Não conjugo


Não te conjugo,
tempo verbal.
Quase adivinho,
teus passos adocicados,
no chapinhar da maresia,
nús de secura,
carência húmida de sal,
sabor perene,
sede infinita.
Quase prescruto,
teus sussuros,
que tudo expressam,
mas não falam,
e tudo me dizem,
já saudade.
Quase tacteo,
nas pontas dos olhos,
qual virgem pele,
sôfrego sentir,
sereno esgar,
minha paz,
já adormecida.
Sem tempo,
só modo há,
e por verbal seja,
não me conjugo.

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Belo!! Muito belo! Gostei imenso. Beijos.

Rogério Freitas Sousa disse...

Tambem gostei.
Imensamente.
:)

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