Que equivoquei-me, Quando fingi não ver o erro? Que me pareceu o Sol, Numa noite de cerro nevoeiro? Que o abismo não se via, Quando a cegueira enxerga?
Que poderei dizer? A mim mesmo. E aparente justificar O Injustificável. E que a Voragem Não deixou.
Lavado Numa devastidão. Torpedeado Por incertezas. Apaniguado Por vãs rumos. Dorido Por insensatez absurda. Esfrangalhado Por martírios. Desalmado Por sofrimentos.
Aqui e agora, Sou Eu. Muito mais!
Com um fio de réstea, Nas minhas mãos. Com um nó de brilho Nos meus olhos. Com persistência No meu querer. Com um limiar de vontade Indomável de Ser. Para mim e para os que me São.
Sou Eu! Diferente, Muito Diferente!
Com um pedregoso caminho para bater. Com uma dolorosa caminhada Para iniciar. Serei sempre Eu! Diferente. Sempre diferente. Porque Eu sou só a minha Consciência. E só Ela me vela E só Ela é a minha lua